terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Carboxiterapia


A busca pelo padrão de beleza imposto através dos veículos de comunicação torna-se um importante fator de influência para que se haja uma busca crescente pela Fisioterapia Dermato- funcional, entre os recursos utilizados dentro desta especialidade da Fisioterapia encontra-se a aplicação da Carboxiterapia.
A Carboxiterapia é uma técnica utilizada para reposicionar as fibras de colágeno onde faz- se a administração do gás carbônico (CO2). As aplicações subcutâneas de CO2 foram realizadas pela primeira vez em 1932 na França, na estação de Royat utilizando o gás natural da estação termal para tratar problemas arteriais, venosos e as úlceras de pele. Segundo Carvalho (2005),  estimula assim efeitos fisiológicos como melhora da circulação e oxigenação tecidual. O dióxido de Carbono atua na microcirculação vascular do tecido conjuntivo, promovendo uma vasodilatação e um aumento da drenagem veno-linfática.
Aspectos histológicos no processo de reparação mostraram a proliferação de pequenos vasos sanguíneos neoformados e de fibroblastos, segundo Robbins (1996), há também alterações no calibre vascular, que conduzem ao aumento do fluxo sangüíneo, alterações estruturais na microcirculação e emigração dos leucócitos da microcirculação e seu acúmulo nos focos de agressão.
            A infusão do gás promove uma distensão tecidual, com um importante aumento da concentração de oxigênio local. Além disso, provoca ativação de barorreceptores, corpúsculos de Golgi e Paccini devido a esta distensão tecidual e conseqüente liberação de substâncias “alógenas” quais sejam a bradicinina, catecolamina, histamina e serotonina (LEGRAND, 1999).
            A aplicação consiste em um aparelho que se liga a um cilindro de ferro por meio de um regulador de pressão de gás carbônico e é injetado por via de um equipo (sonda) com uma agulha pequena (agulha insulina- 30 G1/2) diretamente através da pele do paciente (SCORZA & BORGES,2008) .
            A Carboxiterapia segundo Jahara, 2006 pode ser utilizada em pacientes que apresentem Gordura localizada, Celulite, Pós-cirurgia plástica, estrias,  flacidez cutânea e rugas. De acordo com Carvalho (2005), outras indicações que apresentam bons resultados são: queimados, ulcerações em membros inferiores, psoríase e calvície, ou seja, patologias que se beneficiam com o incremento da circulação.

A Carboxiterapia é considerada uma técnica segura, mas devemos atentar que segundo Goldman et al(2006) e  Brockow(2000)  , não é indicada em infarto agudo do miocárdio, angina instável, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, tromboflebite aguda, gangrena, infecções localizadas, epilepsia, insuficiência respiratória, insuficiência renal, gravidez, distúrbios psiquiátricos.

REFERÊNCIAS
Scorza F. A, Borges F dos S. Carboxiterapia: Uma Revisão. Revista Fisioterapia Ser – Ano 3, nr 4 – out/nov/dez – 2008

Borges, FS. Eletrolifting. In Borges, FS. Fisioterapia Dermato-Funcional: Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. São Paulo. Phorte Editora. 2006.

Brockow T, Hausner T, Dillner A, Resch KL. Clinical evidence of subcutaneous CO2 insufflations: a systematic review.J Altern Complement Med. 2000.

Carvalho, ACO, Viana, PC, Erazo, P. Carboxiterapia – Nova Proposta para Rejuvenescimento Cutâneo. In Yamaguchi C. I Annual Meeting of Aesthetic Procedures. São Paulo: Santos, 2005

Goldman, MP, Bacci, PA, Leibashoff, G, Hexsel, D, Angelini, F. Carboxytherapy. In: Goldman et al. Cellulite – Pathophysiology and Treatment. New York: Taylor & Francis, 2006

Jahara, RS. Terapêutica por ácidos (Peeling Químico). In Borges, FS. Fisioterapia Dermato-Funcional: Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. São Paulo. Phorte Editora. 2006.

Legrand, J, Bartoletti, C, Pinto, R. Manual Practico de Medicina Estética, Buenos Aires, Camaronês, 1999.
Robbins, SL, Kumar, V, Cotran, RS. Patologia Estrutural e Funcional. 5 ed, Ed.Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, RJ, 1996.

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